MARCELO SUPPA MEIRA


20/06/2012


O começo da derrocada do santo-do-pau-oco

     Do Globo: "Erundina: Lula passou dos limites ao formar aliança com Maluf".

     Ó prezada deputada, só agora a senhora percebeu?! Sério?

     Deputada, ele passou dos limites faz já muito tempo...! Aparentemente, a senhora está desatualizada quanto aos fisiologismos do seu "grande" líder.

     Deputada, nunca na história deste país houve traição maior do que aquela perpetrada pelo seu líder. Lula traiu o Brasil já há muito tempo, quando inaugurou a república petista. Ele não tinha um projeto de país, e sim de partido. "PT no poder para sempre", a ideia do seu líder. Teve a desfaçatez de negar que o Mensalão tenha existido  -- e mais recentemente quis coagir o STF, lembra, deputada?

     Mas mesmo sendo tão velhaco, ele é adorado pela massa populacional, a PLEBE IGNARA, as pessoas sem mínimo discernimento que acreditam em qualquer coisa por não terem senso crítico.

     Para mim, deputada, Lula não passou dos limites, não -- ou, sem sim, não agora. Quem passou dos limites foi o eleitorado brasileiro, que mesmo depois do ululante Mensalão deu a Lula um segundo mandato e ainda lhe permitiu fazer a sucessora.

     Hoje, graças a seu líder, deputada, vivemos num país em que a roubalheira se tornou algo absolutamente normal.

     Procure atualizar-se, querida deputada, e, por favor, assuma sua parcela de culpa nisto tudo: a senhora é uma das inventoras do monstro que os imbecis consideram tão bonzinho, quase um santo.

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 21h44
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Um baiano muy amigo

     Jorge Amado, de quem tenho a honra de ser afilhado de batismo, tinha uma estranha mania de sacanear os amigos queridos: presenteá-los com objetos exóticos, extravagantes ou de difícil manuseio.

     Divertia-se imaginando o trabalhão que o amigo teria para transportar, acomodar ou fazer uso do trambolho. Divertia-se mais ainda com a certeza de que o amigo não ousaria se desfazer do presente-de-grego. “Não”, diria sua consciência, “não posso jogar isso fora, quem me deu foi ninguém menos do que... Jorge Amado!”.

     Quem me revelou isso foi meu pai, o jornalista Mauritônio Meira (1930-2005).

     “Uma vez”, contou-me ele, “o Jorge estava em São Paulo, encontrou um amigo e deu-lhe de presente um vaso de cerâmica enorme, descomunal. Como ia voltar para o Rio mais cedo, perguntou ao amigo o horário de chegada de seu voo de retorno. Na hora marcada, Jorge estava no aeroporto, escondidinho, só para ver o embaraço do amigo no desembarque, no momento de acomodar o imenso vaso num táxi, e ria, ria..., ria feito criança”.

     E completou:

     “O requinte de crueldade do Jorge era depois dizer às pessoas: “Toda vez que esse infeliz recebe visitas em casa, no mínimo faz questão de mostrar a todos aquela merda de vaso, presente de... Jorge Amado!”.

     Quando meu  pai me abriu esse lado de meu padrinho, minha lembrança fez rápido voo até minha adolescência, lembrei que nessa época Jorge me deu dois presentes, no mínimo, incômodos.

     O primeiro foi uma jaqueta de veludo, linda, mas de cor imprópria, rosa-choque! Eu tinha vergonha de usá-la na rua, todo mundo me olharia como a um viado jovem, e essa simples ideia apavora um adolescente. Muita gente me aconselhou a tingir a bela jaqueta, mas a todos eu respondia: “Não, não posso! Quem me deu, e nessa cor, foi ninguém menos do que ... Jorge Amado..., meu padrinho!”.

     O segundo presente foi um conjunto de calça e camisa de jeans, que seria espetacular se não fosse um detalhezinho de nada, um sem-número de tachas prateadas espalhadas pelo tecido, o que fazia desse conjunto algo bem próprio para uso de um fã de... argh!... Elvis Presley. Mais uma vez choveram conselhos para salvar o presente: “Peça a uma costureira que arranque todas essas merdas dessas tachas!”. Mas eu não podia. Afinal, o presente, daquele jeito, tinha sido dado por...

     Quando completei 15 anos, ganhei de Jorge Amado um presente plenamente utilizável, a coleção completa, e encadernada, de todos os seus livros. No volume um, “Gabriela cravo e canela”, uma carinhosa dedicatória “ao querido afilhado Marcelo Zé Bodinho”, e nos demais, seu autógrafo tão valioso. Esse presente, sim, não tive o menor problema para tornar útil.

     Se meu pai estivesse aqui agora, eu lhe diria: “Porra, pai, não dava para você me dizer há mais tempo que meu padrinho gostava de sacanear com seus presentes?!”.

     Se sim, eu teria tingido aquela linda jaqueta... rosa-choque...

     Quanto ao conjunto de jeans — penso agora, tardiamente —, ficaria ainda mais imprestável se as tachas fossem arrancadas, aquilo ali não tinha mesmo salvação...

Jorge Amado, 1912-2001: Saudades muitas desse adorável sacana...

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 15h39
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19/06/2012


Gabriela: cheiro de cravo, cor de canela

     É muito pouco provável que a novela global "Gabriela", em sua versão 2012, supere a versão 1975. Mas eu, que odeio novela, eu me sinto obrigado a assistir. Como de resto dedicaria meu tempo a acompanhar o que quer que fosse produzido em cima de alguma obra de Jorge Amado, meu padrinho de batismo!!!

     "Gabriela cravo e canela" é um dos melhores romances de toda a (tão rica) literatura brasileira. Não há como definir. Aborda tudo que um grande romance deve envolver: política, amor, sensualidade, sociologia, costumes, traição, atraso x progresso...

     Aos desavisados, gostaria de dizer que Gabriela de fato existiu: seu nome era Maria de Lurdes do Carmo Maron. Eu disse "existiu" e "era" porque ela morreu há dois anos.

     Leia o que dela disse seu marido, Emílio, em 1959: "Ela era linda, resolvia qualquer parada e vivia sorrindo, até mesmo quando tinha problema sério. Sua brejeirice e beleza fizeram com que muita gente se apaixonasse por ela. Inclusive eu. Felizmente, tive mais sorte do que os outros: casei com ela. Ela diz que não gosta de mim, mas defende até minha sombra".

     Saudades muitas do meu padrinho Jorge Amado! Que morreu no dia 6 de agosto de 2001, no exato dia em que eu e minha ex-mulher geramos minha filha Sabrina. Orgulho muito grande de ser afilhado do mais magnífico escritor brasileiro, Jorge Amado! Que me chamava de "Zé Bodinho". Na semana passada, minha atual namorada me perguntou "Por que Zé Bodinho?". Minha resposta: "Sei lá eu...? Coisas de Jorge Amado...".

     Na foto abaixo, a exata Maria de Lurdes do Carmo Maron, a mulher em quem meu padrinho se inspirou para escrever "Gabriela cravo e canela".

 

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 02h06
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16/06/2012


O país da próxima Copa do Mundo

     Do IG: " 'No English' é a única frase em inglês dita nas lanchonetes da Rio +20".

     Que vergonha, hein?!

     Faço uma ideia do quanto de dinheiro público foi gasto para promover uma conferência tão importante para o futuro da humanidade, e que enfim será um completo fiasco em razão da nossa completa incapacidade tantas vezes demonstrada.

     Não resta dúvida, o Brasil tem uma única vocação: a CORRUPÇÃO.

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 00h34
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13/06/2012


Por incrível que pareça, no Brasil ainda existe o bem

     Taí algo de que muito me orgulho:...

    

     ... a minha capacidade de reconhecer o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como o maior político que o Brasil tem hoje em dia.

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 02h11
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     Da Folha: "Governo arrecada R$ 2,72 bilhões com leilão da telefonia 4G".

     Eis aí uma péssima notícia.

     Dinheiro na mão desse governo é um perigo, é algo assim como carótida ao alcance dos caninos do Conde Drácula.

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 00h06
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12/06/2012


Há quem não perceba

"O dilmismo é uma mera pantomima do lulismo"

(Diogo Mainardi)

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 23h51
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ENCONTREI! ou "Luz, mais luz!" (Goethe)

     Meu adeus como colunista

     [por Diogo Mainardi]

     [Publicada em Veja em 11/12/2010]

     “VEJA é uma Ferrari. Para poder me livrar do dilmismo, estou pronto a ceder minha vaga na escuderia. O que eu quero, neste momento, é pilotar um kart. De agora em diante, escreverei apenas um artigo mensal para VEJA”

     Esta é minha última coluna.

     Eu passei oito anos zombando do lulismo. Se agora eu passasse a zombar do dilmismo, que é uma mera pantomima do lulismo, eu me tornaria uma mera pantomima de mim mesmo.

     — Diogo é um Arlecchino! Diogo é um Pantalone! Diogo é uma Colombina!

     O lulismo queria que eu fosse embora do Brasil. Eu fui. O lulismo queria que eu me desinteressasse do presidente da República. Eu me desinteressei. O lulismo queria que eu renunciasse à minha coluna. Eu renunciei. Eu sou igual a um marido que, para poder se livrar da mulher amarga e rancorosa, cede todos os seus bens e vai morar num flat. Eu fui morar num flat mental. Eu fui morar numa kitchenette existencial. Eu sei que o lulismo está feliz de se separar de mim, mas garanto que eu estou incomparavelmente mais feliz de me separar dele.

     Rubens Barrichello compreendeu a natureza do dilmismo. Quando lhe perguntaram o nome da presidente eleita, ele respondeu sabiamente:

     — Como é que se chama a mulher?

     A partir de hoje, esse é meu lema. Eu posso falar sobre Bartolomeo Bon. Eu posso falar sobre Anco Marcio. Eu posso falar sobre Cosmè Tura. Quem mais? Eu posso falar sobre Sexto Empirico. Eu posso falar sobre Pavel Chichikov. Eu posso falar sobre Pepe Le Pew. Só a presidente eleita está proibida de entrar em meu flat mental. Sobre ela, minha resposta será sempre a mesma:

     — Como é que se chama a mulher?

     Além de compreender a natureza do dilmismo, Rubens Barrichello compreendeu também a natureza do automobilismo. Ele demonstrou que, se é para guiar devagar, ninguém precisa de uma Ferrari. VEJA é uma Ferrari. Para poder me livrar do dilmismo, estou pronto a ceder minha vaga na escuderia. O que eu quero, neste momento, é pilotar um kart. De agora em diante, escreverei apenas um artigo mensal para VEJA. Renuncio à coluna, portanto, mas continuo aqui, em marcha lenta. Milan Kundera disse que quem anda devagar contempla as “janelas de Deus”. Rubens Barrichello anda devagar e contempla as janelas de Deus. Sou bem mais modesto do que ele. Para mim, basta poder contemplar as janelas da minha kitchenette existencial.

     O primeiro ato de um espetáculo grotesco, como aquele encenado pelo lulismo até 2006, pode despertar algum interesse. O segundo ato é inevitavelmente mais sonolento. Mas é o terceiro e último ato, repetindo as mesmas galhofas dos anteriores, que realmente entedia e aporrinha o espectador. Foi para poupar o público desse constrangimento que resolvi sair do palco.

     — Onde está o Arlecchino? Onde está o Pantalone? Onde está a Colombina?

     (Um espectador aplaude. Outro atira um tomate. Outro ronca. Luzes.)

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 23h47
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Minha busca incansável

     Já faz algum tempo -- anos, eu diria -- que manifesto a opinião de que o Brasil está a cada dia mais vulgar e burro, o que não é constatação apenas minha, e sim de qualquer um que tenha um mínimo de conteúdo cerebral.

     Já faz algum tempo -- anos, eu diria -- que propago a opinião de que as manifestações brasileiras de inteligência vinham dramaticamente escasseando, e nos últimos tempos estavam restritas, a meu ver, a Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi, no que considero estar coberto de pura razão.

     Mas minha atenta leitura das colunas de Diogo Mainardi em Veja me fizeram lembrar de um terceiro, Ivan Lessa. O qual, exatamente por ser tão inteligente, afastou-se do Brasil, mas não de hoje, há muito tempo, desde 1978 apegava-se a um autoexílio em Londres. Portanto, os meus dois eram três.

     E eis que, no fim da semana passada, morreu Ivan Lessa. E os três passaram a ser dois.

     E eis que hoje, exatamente hoje, nos últimos minutos, senti insuportável saudade dos textos de Diogo Mainardi, e, ao menos até agora -- decorridos 28 minutos desde o início da minha busca --, não consigo encontrar textos de Diogo Mainardi. Ou seja: os dois passaram a ser um -- Arnaldo Jabor, que mantém sua coluna genial toda terça no Estadão.

     Mas o fato é que, em minha intensa busca por Diogo Mainardi, tropecei em alguns desaforos a ele dirigidos pelos incontáveis imbecis deste "país". Um se referiu a Mainardi como "cachorrinho da direita" -- e isso só pode ser coisa de algum lulista escrotizado por seu mentor --, e houve um segundo cretino que escreveu "O Brasil odeia Diogo Mainardi", possivelmente o mesmo que por aí diga "O Brasil ama Lula", contraste que mostra todas as cores da mediocridade que é o Brasil.

     Bem, o fato é que não desisti! Vou agora mesmo -- e a internet me permite isso -- resgatar Diogo Mainardi de onde quer que ele esteja.

     Falte-me o ar para respirar, mas por favor não me falte a possibilidade de ler alguns dos poucos que ainda tenham conteúdo cerebral a oferecer a quem isto possa valorizar.

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 23h39
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Povo?! O que é isso?

     FHC afirmou hoje que quem tem que se preocupar com Lula é Dilma, e não o PSDB. Disse isso referindo-se a Lula concorrer ou não à presidência em 2014. E por fim salientou que quem escolherá o novo presidente é o povo.

     Pois é... É exatamente isso que me preocupa. Nunca tive muita simpatia pela palavra POVO.

     O que é POVO? Em se tratando de Brasil, povo para mim é uma massa desigual, uma heterogeneidade à mercê da esperteza dos oportunistas -- dos arrivistas, dizendo melhor. Num esforço por ser menos pessimista e até mais generoso, povo para mim é, no mínimo, nivelamento por baixo. Povo é, por exemplo, o que dá altos índices de audiência a um programa horrendo como BBB, povo é quem ganha mal mas mesmo assim gasta preciosos créditos de celular para votar em paredões, povo é quem a cada dia mais e mais dilata o mercado de distribuição de todo tipo de vulgaridades. E, mais atualmente, e pior ainda, povo é a massa de manobra que se deixou seduzir pelo "carisma" de um demagogo que chegou ao poder há nove anos e dele não pretende sair jamais -- ele que é considerado quase um "santo" por esse..., ai..., povo.

     Tenho grande simpatia pelo PSDB, mas ao mesmo tempo, infelizmente, grande pessimismo em relação à possibilidade de seu programa ser compreendido pelo nosso... ai... povo -- que se acostumou demais ao populismo barato irresponsavelmente implantado no Brasil há quase uma década.

     Bem que eu queria estar tão tranquilo quanto FHC em relação à capacidade do nosso... ai... povo de ser agente de seu próprio destino. Mas, para mim, a esmagadora maioria da população brasileira virou massa de manobra desses hipócritas.

     É desnecessário dizer que espero estar totalmente errado.

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 18h34
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Do gênio Jabor (II)

"Está fora de moda um filme para ser visto, refletido, com choro, risos, vida. O desejo dos produtores é justamente apagar o drama humano dentro de nossas cabeças. A ação na tela é incessante, o conflito é permanente, de modo a impedir o espectador de ver seus conflitos internos."

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 18h11
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Do gênio Jabor (I)

     "Cresce uma cultura da incultura, a profundidade do superficial, a rapidez do julgamento, num mundo feito de fugazes e-mails, celulares tocando, corridas sem fim, vidas sem "roteiro".

 

     [12/06/2012]

 

     [Observação: A coluna de Arnaldo Jabor é publicada toda terça-feira em www.estadao.com.br/colunistas]

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 18h08
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Um país que só inspira nojo

     Quando a Copa 2014 caiu no colo dos ávidos políticos corruptos do Brasil, houve uma imensa pressa para batizar o evento como "a Copa da iniciativa privada".

     Claro que não acreditei, pois não nasci ontem. Mas muita gente acreditou, exatamente a PLEBE IGNARA, tão manipulada pelos safados que, neste país tão débil, facilmente manipulam corações e mentes. E eis que a mentira a isto nos trouxe, a maior roubalheira da história do Brasil.

     Acerca do sequestro-relâmpago sofrido na última quinta-feira pelo craque palmeirense Valdívia, hoje li de um anônimo internetiano: "Às vezes o Brasil me dá nojo".

     Penso só um pouquinho diferente, pois o Brasil me inspira nojo o tempo todo! Certíssima está a mulher de Valdívia, que já declarou categoricamente que não quer voltar a viver no Brasil -- o que, claro, levará seu marido a se "refugiar" no Chile, um país muito mais civilizado do que este Brasil metido a besta.

     Eu, se pudesse, viveria bem longe do Brasil, pois odeio este país com todas as minhas forças. Só que minhas forças, atualmente tão débeis, não me permitem mudar nem de município, quanto mais de país! Mas Valdívia pode, e faz muito bem!

     Quem dera eu...! 

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 01h31
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A pergunta que não quer calar

     Passei as últimas horas navegando na internet, atualizando-me quanto às obras para a Capo 2014, aliás, Copa 2014.

     O que me obriga a formular a seguinte pergunta:

     Esses caras não se cansam de tanto roubar?

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 01h10
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11/06/2012


Eis aí um político que orgulha o Brasil

     Da Folha: "Lula é 'ex-presidente decadente', diz senador tucano"

     ITALO NOGUEIRA (DO RIO)

     O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse na manhã deste domingo (10), no Rio, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "decadente" e criticou a suposta tentativa do petista de interferir no julgamento do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

     Presente ao lançamento da candidatura do deputado Otávio Leite (PSDB) à Prefeitura do Rio, o tucano criticou também o ex-ministro José Dirceu. O petista, em encontro da UJS (União da Juventude Socialista) ontem, pediu que a juventude proteste nas ruas pedindo a absolvição dos acusados no processo do mensalão, grupo do qual faz parte o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula.

     "O Supremo Tribunal Federal não será derrubado. Durante a ditadura, cassaram mandatos, fecharam o Congresso, mas não derrotaram o Supremo. Não é agora que um ex-presidente decadente irá derrotar o Supremo Tribunal Federal, que haverá de realizar um julgamento sério, rigoroso, para colocar na cadeia aqueles que lá devem estar. E não pelas ruas do país pedindo o apoio da nossa juventude", disse o senador.

Lula Marques/Folhapress
O senador Álvaro Dias criticou a suposta interferência de Lula em julgamento do STF
O senador Álvaro Dias criticou Lula hoje

     Durante encontro dos estudantes ontem no Rio, segundo o jornal "O Globo", Dirceu chamou o julgamento de "a batalha final" e criticou também a imprensa.

     "Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas. É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês", disse ele, segundo "O Globo".

     Para Dias, "os estudantes têm que ir para as ruas em defesa do Brasil e não dos mensaleiros".

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 22h35
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10/06/2012


Perigo real e iminente

     Do Globo: "A cada 40 minutos acontece um crime relacionado ao Facebook"

     Guilherme Godin

     Um crime ligado ao Facebook é relatado à polícia a cada 40 minutos em todo o mundo. Somente no ano passado, o número de registros oficiais que citam a rede social mais popular do mundo ultrapassam 12 mil. Entre os crimes mais cometidos estão assassinato, estupro, crimes sexuais contra crianças, assalto, sequestro e ameaças de morte. (...)

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 19h56
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     Do Estadão: "No Recife, petistas atacam Lula e cúpula".

     Ô coisa doce de ler... É mais do que chegada a hora de esse sujeitinho parar de se sentir o dono do Brasil.

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 01h23
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Piora muito a coisa aqui no Bananão

     Segundo o jornalista Geneton Moraes Neto, a morte de Ivan Lessa aumenta em muito a cota brasileira de mediocridade.

     É a pura verdade, Geneton! E haja cota, e haja mediocridade aqui neste país, o Bananão tão bem combatido por Ivan Lessa.

     Somos lamentáveis...

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 01h15
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09/06/2012


     Do UOL: “Parada gay na Croácia tem mais seguranças do que manifestantes”.

     E esses seguranças croatas, hein? Nunca me enganaram...

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 21h58
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Até que enfim alguém nos faz o BEM, AMIGOS...

     Do Yahoo!: "Galvão Bueno pode perder posto de número um da Globo".

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 00h09
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08/06/2012


Brasil-il-il...

     Do Globo: "Polícia Federal apura desvio de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste".

     Este é o Brasil que a gente tão bem conhece, um país canalha!

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 02h51
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Acredite e arrependa-se eternamente

     Segundo o inconfiável Vaticano, é esta a exata quantidade de incautos que acreditam no cristianismo: 1 bilhão de pessoas! 

     Todos conhecem a célebre frase de Abrahan Lincoln: "Você pode enganar algumas pessoas todo o tempo. Você pode também enganar todas as pessoas algum tempo. Mas você não pode enganar todas as pessoas todo o tempo".

     Só quem consegue desvirtuar essa verdade são, no mundo, o Vaticano; e aqui no Brasil, o "pai dos pobres".

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 02h13
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O Vaticano é puro lixo

     Quem tiver alguma dúvida que leia o que está escrito em http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/2012-06-07/enquanto-vaticano-lida-com-documentos-vazados-livro-detalha-disputas-internas.html

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 01h45
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O píncaro

     Nunca na história deste país houve um dissimulado tão disposto a exercer velhacarias.

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 00h41
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Ainda vale a intenção da rosa

     Por experiência própria, todos temos suficientes razões para conviver com a certeza de que a política brasileira é exercida num ambiente tão limpo quanto aquele preferido pelos porcos e pelos ratos.

     Mas, em meio a essa mixórdia toda, há algo a ser salvo.

     Temos dois políticos capazes de orgulhar aqueles que, como eu, sonham com um país decente: o senador paranaense Álvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado pernambucano Roberto Freire (PPS-SP).

     Nem tudo está perdido, ainda há flores boiando sobre a marola do esgoto.

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 00h39
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Qual é o seu preço?

     A filha de Renato Gaúcho completou 18 anos há pouco mais de uma semana. Alguns dias depois, a “Playboy” surgiu com a proposta para a mocinha aparecer nua nas páginas da revista. O pai, é claro, não gostou – nenhum pai normal gostaria. Como é (merecidamente) muito rico, Renato Gaúcho pressionou a filha dizendo “cubro qualquer proposta para que você não faça isso”. O desfecho dessa DESNECESSÁRIA negociação entre pai e filha apareceu hoje: “Filha de Renato Gaúcho exige do pai dois apartamentos para não posar nua”. A mocinha quer um apartamento na zona sul do Rio de Janeiro e o outro em Nova York.

     Esse enredo me soa estranho, tem tintas do que parece sugerir algo como chantagem, sei lá, quase extorsão, eu diria.

     Pai e filha não têm culpa, são vítimas! Ele, do machismo (?); ela, de um culto à sensualidade que passou a ser um valor da nossa sociedade tão sem valores.

     É mais do que chegada a hora de a mídia rever seus conceitos. Não é ético assediar a tal ponto uma menina recém-saída da adolescência e recém-ingressada na vida adulta que ela mal teve tempo para avaliar.

     Estamos todos rendidos à vulgaridade.

     Quanto exigiremos que nos seja pago para que dela estejamos dispostos a sair?

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 00h35
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06/06/2012


Genialidade explícita, não há como não transcrever

Coluna de ARNALDO JABOR no Estadão [05 de junho de 2012, às 03h18]

O futuro de nossa desilusão

     O Brasil evolui pelo que perde e não pelo que ganha. Sempre houve no País uma desmontagem contínua de ilusões históricas. Este é nosso torto processo: com as ilusões perdidas, com a história em marcha à ré, estranhamente, andamos para a frente. O Brasil se descobre por subtração, não por soma. Chegaremos a uma vida social mais civilizada quando as ilusões chegarem ao ponto zero.

 

     Por isso, acho muito boas as decepções recentes. Elas nos fazem avançar mesmo de lado, como siris-do-mangue. Por decepções, fomos aprendendo, ou melhor, desaprendendo.

     Nos anos 60, "desaprendemos" a fé numa revolução mágica do 'povo', com a súbita irrupção dos militares. Nos anos 70, descremos do voluntarismo místico da contracultura e da guerrilha suicida.

     Nos 80, com as dificuldades da restauração democrática, aprendemos com o tumor na barriga do Tancredo, com o homem da ditadura Sarney assumindo o Poder (sempre esse homem fatal...) e descobrimos que a democracia era "de boca" e ainda não estava entranhada em nossas instituições.

     Nos anos 90, tivemos a preciosíssima desilusão com o Collor, aprendemos muito com seu fracasso. O impeachment foi um ponto luminoso em nossa formação e nos trouxe a fome pela organização de uma república democrática. FHC foi um parêntesis em nossa tradição presidencial, mas ele e nós nos desiludimos porque achávamos que a racionalidade seria bem recebida. Não foi. FHC só foi eleito pelo Plano Real; depois, a população não entendeu mais nada nem ele explicou. As importantes realizações de seu governo foram incompreensíveis para as massas: uma responsabilização maior da opinião pública, o fim do "finalismo", a recusa ao salvacionismo, a responsabilidade fiscal, as privatizações, as tentativas de reforma institucional e a sensatez macroeconômica.

     De 2002 em diante, a importância da administração e das reformas internas ("neoliberais", claro) foi substituída pela truculência dos pelegos chegados ao poder. A verdade é que os petistas nunca acreditaram na "democracia burguesa"; como disse um intelectual da USP - "democracia é papo para enrolar o povo". Não entenderam com suas doenças infantis que a democracia não é um meio, mas um fim em si mesmo; ou melhor, até entendem, mas não a querem. Nada disso; tudo que construíram, com sua invejável fé militante, foi um novo patrimonialismo de Estado, com a desculpa de que "em vez de burgueses mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos". E tudo isso em nome do raciocínio deslumbrado de Lula, lutando por si mesmo: "Eu sou do povo; logo, luto pelo povo". E assim, com teses de 100 anos atrás e com o narcisismo do Lula, voltou o formato do Brasil que o Plano Real e FHC tentaram interromper. Com suas alianças com a direita feudal, Lula revigorou o pior problema do País: o patrimonialismo endêmico.

     Ou seja, nem a social-democracia de colarinho-branco nem a de macacão rolaram, porque o Brasil profundo resiste às ideias claras, à racionalidade, a qualquer vontade política generosa. Em nossa história, tudo vai devagar e só algumas migalhas frutificam. Nos últimos anos, tudo que aconteceu é muito mais o produto de influência econômica externa e da espantosa resistência colonial do Atraso, do que de nossos desejos. Somos filhos bastardos de um progresso que não planejamos.

     A única revolução que se faria no Brasil seria o enxugamento de um Estado que come a nação, com gastos crescentes, inchado de privilégios e clientelismo, um Estado que não tem como investir e que leva a presidente a medidas paliativas. A única revolução seria administrativa, apontada na educação em massa, nas reformas institucionais, mas altos e baixos cleros não permitem, mesmo agora que a bolha do Brasil Bric ameaça explodir.

     Estamos diante de um momento histórico gravíssimo, com os dois tumores gêmeos de nossa doença: a direita do atraso e a esquerda do atraso. Como escreveu Bobbio, se há uma coisa que une esquerda e direita é o ódio à democracia.

     Esta crise é tão sintomática, tão exemplar para a mudança do País, que não pode ser desperdiçada pelos pensadores livres. É uma tomografia que mostra as glândulas, as secreções do corpo brasileiro - um diagnóstico completo. Este espasmo de verdade, esta brutal explosão de nossas vísceras talvez seja perdida, porque as manobras do atraso de direita e do atraso de esquerda trabalham unidos para que a mentira vença.

     Agora estamos diante da cachoeira de descobertas sobre a conjunção carnal entre a coisa pública e privada. E vemos que só os verdadeiros corruptos conhecem profundamente a verdade nacional. Tudo que surgiu sobre nossa vida política nos foi revelado por dois malandros: o mensalão foi um presente de Roberto Jefferson à nossa opinião pública e a CPI veio pelos malfeitos de Cachoeira e Demóstenes. E tentando desmantelar as verdades descobertas está o ex-presidente, no exercício de seu cinismo egoísta e ambicioso, pensando apenas em sua imagem no futuro.

     Além disso, vivemos em suspense diante de nossa fragilidade jurídica: um ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, segura o processo do mensalão sem prazo de entrega. Por teimosia ou caturrice ou sabemos lá por quê, ele se arrisca a ser o responsável pela desmoralização do STF.

     Mas, assim mesmo, com o engarrafamento dos escândalos, tem havido um avanço em nossa consciência crítica. Estamos bem menos "alienados". E, por mais que se destruam as instituições, as conquistas da democracia não vão sumir, por conta da maior complexidade da economia e da política, que a abertura permitiu. Estamos mais desiludidos, porém mais sábios.

     Que falta desaprender agora, para chegarmos ao futuro de uma desilusão?

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 00h54
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05/06/2012


... e ainda há quem cultue celebridades...

     Por falarem demais, os "formadores de opinião" Faustão e Ana Maria Braga se deram mal. Ele terá que pagar R$ 40 mil a uma consultora de moda, e ela, R$ 150 mil a uma juíza.

     E agora? O que será de nossas vidas?

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 17h13
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Faz sentido...

     Da Folha: “O Facebook é uma empresa de vigilância?”

     Por Charles Nisz

     Na opinião de Jacob Appelbaum (foto), hacker colaborador do Wikileaks e do projeto Tor (um software que permite aos usuários navegar de forma anônima na Internet), o Facebook é uma empresa de vigilância. Hoje, ele é especialista em informática e segurança de redes na Universidade de Washington.

     Num evento sobre segurança de rede e proteção de dados, o Rio RightsCon, o ativista apelidado pela revista americana Rolling Stone de "o homem mais perigoso do ciberespaço" soltou o verbo contra a empresa criada por Mark Zuckerberg.

     "O Facebook é basicamente uma empresa de vigilância. Eu o chamo de 'Stasibook' [em referência à Stasi, a polícia política da extinta Alemanha Oriental] porque você está sempre espionando e delatando seus amigos."

     Para Appelbaum, empresas como o Facebook e o Skype limitam propositalmente a segurança e a privacidade de seus usuários, seja porque lucram com seus dados ou porque cumprem exigências governamentais. Segundo ele, as "falhas de segurança" são um risco para os usuários e são feitas com o pretexto de atender a segurança nacional dos EUA.

     Appelbaum tem resposta pronta para quem acusa o Tor de ser usado para atividades ilícitas: "Maus elementos podem usar o Tor assim como usam celulares, estradas. Censurar a internet não é a forma de lidar com isso. A causa da pornografia infantil não é a internet, são as pessoas que cometem esse crime. Restringir a privacidade on-line não vai acabar com os estupradores de crianças".

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 16h59
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Proporcionalidade

     Pelé entende tanto de futebol quanto Joel Santana é fluente em ingreis.

     Andersteindi?

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 16h45
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Não confundir o rei Midas com o mago Merlin, ô imbecil!

     E eis que ontem, ao citar Romário para salientar a verdade suprema de que "Pelé só fala merda", fui contagiado pelo rei do futebol, tive meu momento de Pelé e acabei escrevendo bobagem, por um momento confundi o rei Midas com o mago Merlin, pode?

     Mas esse tipo de confusão acontece até nas melhores famílias inglesas, poderia ocorrer até ao mais sábio cavaleiro da távola redonda.

     Reparo feito, pois.

     (Preferi isso à ideia de editar novamente, pois é preciso humildade para reconhecer ter escrito besteira, ao contrário de Pelé, que fala merda o tempo todo e ainda deixa transparecer que esteja abafando. Por sinal, humildade é uma virtude que passa a anos-luz de Pelé.) 

Escrito por Marcelo Suppa Meira às 16h42
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